Sexta-feira, 28 de Março de 2008

O Tempo.


Muitos não são a favor de ficar lembrando ou tentar iniciar algo pelo mesmo motivo: o tempo. Muitos ainda estão muito atrasados pelo mesmo motivo: o tempo. O tempo é algo que podemos analisar de forma cômica e dramática. Começar por qual? Vamos primeiro com a cômica. Os segundos, os minutos, as horas, os dias, as semanas, os mêses, os anos, passam tão rápido que em um piscar de olhos você já está no "final" de sua vida. Momentos ótimos passam, você percebe que está crescendo, ficando velho, os membros da família vão aumentando, as manchas vão aparecendo, as rugas vão surgindo, os cabelos brancos brotam quando menos são esperados e tudo isso está incluído no pacote chamado "tempo". Você entra e sai da escola, você arranja um emprego e quem sabe você o perde. Você acha amores e também os perde. Você acha amizades e na maioria das vezes, se decepciona e pode até ficar sem amigos pela devida falta de confiança, que muitas vezes não existe. O mundo vai ficando velho e você junto com ele. Os dias suados pelo calor, mas que compensam altas risadas na piscina com os amigos e amigas. Os dias trêmulos pelo frio, mas que compensam filmes e muito calor humano com a família, ou até mesmo com amigos e amigas. Mas será que tudo isso mesmo vale a pena? É uma resposta óbvia. Vivemos por alguma razão, se ainda não a descobrimos, logo descobriremos. Não é uma questão de lógica e sim de raciocínio. Agora, o lado dramático. Perdemos dias de alegria com pleno sofrimento, o desperdício de horas com coisas inúteis e desnecessárias. As emoções desgastadas que foram utilizadas sem nenhuma função. A ótima sensação de estar sendo passado pela atualidade, a famosa modinha. O ótimo pressentimento que logo tudo vai acabar e você estará junto dos sais e invertebrados, logo após o chão em que você pisa. As noites perdidas com festas que tiveram o fim com você passando horas no banheiro ou quem sabe noites que você passou chorando e acabou em uma plena tentativa de suicídio. Mas será que tudo isso mesmo vale a pena? É uma resposta óbvia. Sem acontecimentos úteis e inúteis, esquecíveis e inesquecíveis, erros e acertos, tentar e desistir, tudo isso faz parte da vida. Nenhuma pessoa no mundo conseguiu ter uma vida sem algum erro ou coisas inúteis, incluindo até pensamentos. Não existe vida sem tudo isso. E quem é o administrador disso? O tempo.

Sábado, 22 de Março de 2008

Bebida é tão legal quanto ferida!


Queria tanto entender o porquê do ato beber. É tão bom mas é tão ruim. Ok, ou é um ou é outro, eu sei. Mas analise bem os fatos, você começa a beber, até aí tudo bem. E vai uma. E vão duas. E vão três. E vão quatro. E ai você vai indo. E indo. E indo. Chega em casa feliz da vida, sem saber o porquê claro, mas feliz. Acorda no outro dia com aquela dor de cabeça inesquecível e ainda diz não saber o que fez na noite anterior. Seria isso um problema do ser humano? Mais um ponto negativo. Se faz tão mal assim, porque inventariam? Se é proibido para menores, porque inventariam? Qual a preferência pelos adultos? Muitos por aí não tem nem um terço da responsabilidade que algum determinado adolescente tem. Mas levando pelo lado bom, as coisas parecem todas ótimas, qualquer coisa vira motivo de gozação e tudo gira ao redor de uma piada. Para quê? O show acaba virando um freakshow e você vira motivo de "elogios" belíssimos, além de apelidos amigáveis. Agora vejamos o lado ruim. A pior dor do mundo? Nem tanto, não deve doer tanto quanto um chute no saco ou a dor de parto. Mas de fato, uma das piores. O olhar zonzo e a falta de direção são os destaques do dia seguinte. O mal-estar e o sono também não ficam em falta e parece que adoram nos controlar e nos colocar em dias difícieis com situações difíceis. Além do lado bom e ruim, podemos até incluir o lado médio. Pensando bem, quando você está literalmente álcoolizado, você não se importa com nada e fala tudo na cara dura. Por um lado é ótimo, você liberta o "sapo afogado" na sua garganta. Mas não podemos esquecer de que pode ser uma coisa ruim, ou seja, dizer na cara do tal que você não gosta dele. Bem animador, não? Bem, querendo ou não, o ato de beber deveria ser regra na vida de cada um. Não precisa exagerar e ficar bêbado ou algo do tipo, mas pelo menos experimentar alguma coisa nunca mata. Nunca vi alergia a bebida, nunca vi fobia. Será mesmo que é tão ruim assim? Sou a favor da alegria constante, mas sou contra a ressaca. Viva a bebida, ou não. Tenho dó mesmo é dos baladeiros de plantão. É bebida, é beijo, é sexo e é festa. Quem quer vida melhor?

Sexta-feira, 21 de Março de 2008

Problema, problema, problema



De acordo com o dicionário Melhoramentos edição de 1992: Problema (pro.ble.ma) sm 1 Questão difícil, suscetível de diversas soluções. 2. Por ext. Mistério, enigma. 3 Dúvida, questão. Em um casual dicionário do pensamento do ser humano ou de qualquer outro ser que tem ou tivesse a capacidade de pensar, colocaríamos mais um objeto como número 4, que seria: Ser humano. Devido a pensamentos, relações, palavras, ações, emoções, podemos classificar o ser humano como um problema. Incluindo eu, você ou qualquer um. A questão principal é: o que ou aonde ou quem é a origem de tantos problemas? Seria devido aos pensamentos necessários (e desnecessários) que 100% da população mundial têm? Relações afetuosas onde um ser sente aproximação ou afastamento de outro ser? Palavras que surgem sem lugar de início e aparecem em ocasiões precisas e ignorantes? Ações que podem de fato transformar o mundo, para melhor e para pior? Ou talvez emoções que qualquer um sente sem exclusividade alguma? Bem, aqui temos um novo problema, resolver esta questão. Usemos como primeiro objeto de resultado, os pensamentos. Será que é mesmo preciso a utilização de pensamentos e será mesmo que é preciso a não utilização de pensamentos? Novamente um problema. As relações. Suponhamos que nenhum ser pudesse se relacionar, como ficaria seu círculo de amizades, amores e derivados? Que incrível, mais um problema. Nas palavras, a invenção incrivelmente criativa de palavras que não existem e que magicamente surgem no meio de uma conversa que antes poderia ter algum nexo, ou quem sabe até algum ponto final? E novamente, um problema. Agora o que merece destaque, as ações. Ações podem ser tanto prejudiciais como melhoramentos, depende de como ela é feita e quem é o seu praticante. O devido destaque para as ações é a ação do ser chamado "homem". Por que o homem não se torna perfeito e deixa o seu orgulho atrás das sombras? Falta de ação? Não, o homem pode dar continuidade e criar novas ações que de fato podem mudar o mundo. Qual seria o problema maior com as ações? Logicamente, temos um novo problema. E a final e quem sabe o principal objeto do problema, a emoção. Será que é mesmo sentir tantas emoções, sem incorporar Roberto Carlos, e sofrer, sorrir e mudar por elas? Será mesmo que é preciso sofrer tanto para chegar a um lugar vazio e você parar, olhar para "trás" e ver que perdeu tempo por coisas pequenas e desprezíveis? Será mesmo que valeu a pena estar sorrindo por um fato que pode nem ter realmente te alegrado? Sucessivamente temos um novo problema. Pode parecer negativismo, ou talvez não, mas quando encontrarmos o verdadeiro significado para a palavra problema, assim eu estarei feliz, pode apostar. E incluindo no significado para problema, poderíamos colocar mais um objeto se quiser, óbvio. Eu. Apenas mais um ser que assim como qualquer outro, pensa, relaciona, diz, aciona, emociona e ainda é um ser humano. Quem diria.